Bienal São Paulo

As vozes dos artistas #2: cantos tikmũ’ũn

Jaider Esbell / Jaune Quick-to-see / Sebastián Calfuqueo Aliste / Sung Tieu

26 nov — 2020, 19h

Participação mediante inscrição pelo formulário ao lado

O evento contará com interpretação em Libras.

Na série As vozes dos artistas, a curadoria da 34ª Bienal de São Paulo conversa com artistas brasileiros e estrangeiros da exposição sobre os enunciados da mostra – objetos com histórias marcantes e em torno dos quais as obras serão distribuídas na exposição, sugerindo leituras poéticas multifacetadas.

O segundo encontro será dedicado aos cantos rituais tikmũ’ũn. Os Tikmũ’ũn, ou Maxakali, são um povo indígena originário de uma região compreendida entre os atuais estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Após inúmeros episódios de violências e abusos, recorrentes desde a época colonial, os Tikmũ’ũn chegaram a beirar a extinção nos anos 1940 e, forçados a abandonar suas terras ancestrais para sobreviver, estão hoje divididos em aldeias distribuídas no Vale do Mucuri (MG). Os cantos organizam a vida nas aldeias, envolvendo sua rica cosmologia – constituindo quase um índice de todos os elementos que estão presentes em suas vidas, como plantas, animais, lugares e objetos. Grande parte desses cantos é executada coletivamente, e muitas vezes são destinados à cura. O ato de cantar se torna, entre os Tikmũ’ũn, parte integral da vida, porque é através do canto que se preservam as memórias e se constitui a comunidade.

Em sua primeira aparição no âmbito da 34ª Bienal na exposição Vento (que pode ser visitada até 13 de dezembro), gravações de alguns cantos rituais tikmũ’ũn servem de contraponto poético e catalisador simbólico para um conjunto de obras que têm entre seus disparadores uma reflexão sobre a memória. Para entender que reverberações esses cantos encontram na 34ª Bienal de São Paulo e quais reflexões podem trazer para nossa sociedade, Jacopo Crivelli Visconti, curador geral desta Bienal, e Paulo Miyada, curador adjunto, conversam em uma live com o artista convidado da edição Jaider Esbell (1979, Normandia, RR), que desempenha um papel central no movimento de consolidação da Arte Indígena Contemporânea no contexto brasileiro, atuando de forma múltipla e interdisciplinar e combinando o papel de artista, curador, escritor, educador, ativista, promotor e catalisador cultural. Além da participação ao vivo de Esbell, o encontro trará entrevistas gravadas com Jaune Quick-to-see Smith (Reserva Flathead Montana, EUA, 1940), Sebastián Calfuqueo Aliste (1991, Santiago, Chile) e Sung Tieu (1987, Hai Duong, Vietnã). Ao final do encontro, as perguntas do público serão respondidas.

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Nas quatro semanas seguintes ao encontro, um minicurso gratuito aprofundará os temas abordados na live. Saiba mais aqui.

A série As vozes dos artistas faz parte de uma programação especial que a Fundação Bienal de São Paulo preparou como forma de desenvolver, aprofundar e ampliar os debates da 34ª Bienal de São Paulo. Além dos encontros, ações digitais como Visitas aos ateliês; Minicursos e Encontros internacionais / International Encounters integram o cardápio de atividades on-line oferecidas pela Fundação.

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34ª Bienal de São Paulo | Programação Pública| Plano Bianual 2020/2021 - Pronac 191925

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